<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6710932502441159972</id><updated>2011-12-31T16:47:06.552-02:00</updated><title type='text'>O que não era pra contar</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://eraumavezando.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6710932502441159972/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eraumavezando.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rebi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12570711541814472846</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6mRppuwzAIw/SYmh6JbmQpI/AAAAAAAAA7c/kqkDwzzzfGk/S220/momentoultraazul+(4).JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>19</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6710932502441159972.post-572393853888640163</id><published>2011-11-14T11:52:00.001-02:00</published><updated>2011-11-14T11:52:43.028-02:00</updated><title type='text'>A pequena escritora que não escrevia</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Eram belas as palavras que surgiam em sua mente. Formavam-se mundos, personagens, tramas na imensidão da sua imaginação.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas nada era colocado no papel. Nada tomava vida. Nada respirava, nada sentia. Era uma mágica sem expectadores, era um poema sem amores. Um horizonte se flores.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Preocupava-se a pequena escritora. Não era escritora de forma alguma, pensava. Era uma linha sem agulha, uma farsa de si mesma. Repetia em seu coração que era uma genuína escritora, mas sem as palavras não lhe restavam provas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Todo dia se prometia: hoje irei escrever! Farei o que nasci para fazer! Mas o papel permanecia em branco. Algumas vezes conseguia colocar em versos o seu pranto. Estava mais para poetisa sem rima. Não era escritora, não era sua sina.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Porém , toda a noite, depois de derramar a frustração em poesia, ela mirava sua enorme barriga  e sorria, sem querer. Para aquele que cresce dentro de você, dizia a si mesma, você será tudo. Como ele é tudo para você. E ser escritora sem livros será o detalhe que ele irá admirar mais em você. Pois o pouco que escrever, ele saberá que será um pedaço raro do seu coração. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Escreva o que quiser, quando quiser.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Esse é seu &lt;i&gt;best seller.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6710932502441159972-572393853888640163?l=eraumavezando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eraumavezando.blogspot.com/feeds/572393853888640163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://eraumavezando.blogspot.com/2011/11/pequena-escritora-que-nao-escrevia.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6710932502441159972/posts/default/572393853888640163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6710932502441159972/posts/default/572393853888640163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eraumavezando.blogspot.com/2011/11/pequena-escritora-que-nao-escrevia.html' title='A pequena escritora que não escrevia'/><author><name>Rebi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12570711541814472846</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6mRppuwzAIw/SYmh6JbmQpI/AAAAAAAAA7c/kqkDwzzzfGk/S220/momentoultraazul+(4).JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6710932502441159972.post-5270815194781937464</id><published>2011-08-30T12:12:00.004-03:00</published><updated>2011-08-30T13:11:27.798-03:00</updated><title type='text'>Changes - parte I.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Depois de um transtorno com o SUS, troca de UBS e de exames perdidos e reagendados, a mamãe de primeira viagem que vos fala fez o seu PRIMEIRO ultrassom com cinco meses de gestação. Joia para mim, &lt;i&gt;I know&lt;/i&gt;. Vontade de tacar fogo nas clínicas não faltou, mas quando você olha um negocinho desses sambando dentro de você, dá um estalo. Aquela sensação que seu corpo mudará por inércia e que depois de nove meses magicamente haverá um bebê em seus braços desaparece. A coisa fica real. E tudo muda. Na verdade, as coisas já mudavam. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-Y9xrKq2CdYA/Tlz_yo2q7hI/AAAAAAAABEI/5Fx8SPVAkdA/s400/Samuel.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646669278241025554" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E continuam mudando.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Primeira e a mais óbvia delas, o corpo. A circunferência abdominal duplicou (e multiplica-se a cada semana) e os peitos incharam - o que começa a complicar no arranjo de roupas. O que fazer? Adaptar-se, claro. Abusa-se dos vestidos: longos, curtos, médios, tomara-que-caia, de alcinha, de renda, de manga, sem manga, tudo. Abandona-se as plataformas e saltos altos e começa a adoração por chinelos, tênis e sapatilhas. Belo, belo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois, o combo de sono+fome+sede triplica. Come-se como um urso e hiberna-se também como um. Água é aos litros (e o xixi, por consequência, também). É uma loucura. Uma hora, você está lá, feliz, lendo na cama, fazendo o raio que for, e de repente se vê babando recostada na almofada. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Logo, o humor. Acorda-se bem humorada, passa o dia irritada e dorme-se deprimida. Qualquer coisa é capaz de ser o pivô de uma grande alteração de nervos. Você começa conversando, acaba discutindo, chorando e ficando feliz de novo. &lt;i&gt;What?&lt;/i&gt; Nem você mesma sabe o porque.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;And last but not least&lt;/i&gt;, as conversas. Aparentemente, você parece uma louca falando e cantando sozinha. Mas o negócio é: você não está mais sozinha. E o pequeno aí dentro ouve e sente tudo o que você faz. Então, não mais por vaidade, você se alimenta bem, dorme bem e faz tudo para proteger sua cria. E conversa. Por horas. Canta, sem medo de ser feliz. E bate aquela ansiedade. Aquele medo de errar. De toda a informação que você procura não ser suficiente. Você não ser suficiente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E tudo passa, repentinamente, quando você sente um "saltinho" dentro de você.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Thank You, my Lord. &amp;lt;3&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6710932502441159972-5270815194781937464?l=eraumavezando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eraumavezando.blogspot.com/feeds/5270815194781937464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://eraumavezando.blogspot.com/2011/08/changes-parte-i.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6710932502441159972/posts/default/5270815194781937464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6710932502441159972/posts/default/5270815194781937464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eraumavezando.blogspot.com/2011/08/changes-parte-i.html' title='Changes - parte I.'/><author><name>Rebi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12570711541814472846</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6mRppuwzAIw/SYmh6JbmQpI/AAAAAAAAA7c/kqkDwzzzfGk/S220/momentoultraazul+(4).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Y9xrKq2CdYA/Tlz_yo2q7hI/AAAAAAAABEI/5Fx8SPVAkdA/s72-c/Samuel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6710932502441159972.post-2117701391891134717</id><published>2011-08-01T18:26:00.003-03:00</published><updated>2011-08-01T18:54:45.524-03:00</updated><title type='text'>Unidade Básica do Stress, parte I.</title><content type='html'>Assim que descobri que estava grávida, logo me organizei para me cadastrar no programa Mãe Paulistana. Cheguei na UBS, onde em momentos de pobreza, sempre fui atendida. Esperei minha vez.&lt;br /&gt;-Próximo!&lt;br /&gt;Mostrei minha carteirinha do SUS, meu RG e a carteirinha do posto.&lt;br /&gt;-Querida, você mora ou trabalha na região?&lt;br /&gt;-Morava.&lt;br /&gt;-Morava? -A voz não estava contente.&lt;br /&gt;-Sim, ali no próximo quarteirão com minha mãe.&lt;br /&gt;-Então você tem que se recadastrar na UBS mais próxima a sua residência.&lt;br /&gt;-Ai que tá, moço. Não tenho residência fixa. Ainda.&lt;br /&gt;Ele pensou um pouco. -Nesse caso, você deve ser atendida na UBS próxima ao seu trabalho.&lt;br /&gt;Achei bizarro aquele papo como o cabelo do atendente, mas apenas segui as instruções que ele me forneceu e agradeci. Cheguei ao lugar indicado e o funcionário, me reenviou a UBS que estava, negando o papo de "UBS perto do trabalho" e afirmando que o posto tinha a obrigação de me atender.&lt;br /&gt;Então, lá fui eu de novo, com metade da minha barrinha de paciência. Esperei novamente pela minha vez.&lt;br /&gt;-Próximo!&lt;br /&gt;-Olá de novo.&lt;br /&gt;Ele me lançou um olhar de desaprovação. -Querida, eu já disse que...&lt;br /&gt;-Voltei a morar com minha mãe. Pronto. Agora, você vai me atender?&lt;br /&gt;-Perdão?&lt;br /&gt;-É isso mesmo, agora me atenda, por favor.&lt;br /&gt;-Querida, -ele suspirou com desdém, -estamos atualizando os cadastros, então você vai ter que trazer seus documentos de novo.&lt;br /&gt;-Trazer os documentos de novo?&lt;br /&gt;-Sim.&lt;br /&gt;-Mas vocês os perderam?&lt;br /&gt;-Não.&lt;br /&gt;-Então, não entendo a lógica.&lt;br /&gt;-Pedimos os documentos novamente para compararmos com os anteriores e evitarmos fraude.&lt;br /&gt;-Fraude?&lt;br /&gt;-Sim, querida.&lt;br /&gt;-De documentos para usar um posto de saúde público?&lt;br /&gt;-Sim.&lt;br /&gt;-Isso é ridículo. Vai comparar uma xerox com a outra?&lt;br /&gt;-Por favor, traga um comprovante de residência no seu nome, rg e CPF. Você tem conta de luz no seu nome?&lt;br /&gt;-Não.&lt;br /&gt;-Água, gás?&lt;br /&gt;-Estão todos no nome da minha mãe.&lt;br /&gt;-Tudo bem. Apenas precisarei de uma confirmação por escrito da sua mãe, autenticada em cartório, de que você mora com ela.&lt;br /&gt;-Confirmação por escrito autenticada?&lt;br /&gt;Ele sorriu com cinismo. -Sim, querida.&lt;br /&gt;-Olha aqui, moço! -Esse foi o momento que minha barrinha de paciência se esgotou. -Eu estou grávida e quero ser atendida antes de dar á luz!&lt;br /&gt;O atendente, então, me mediu.&lt;br /&gt;-Você... Está grávida?&lt;br /&gt;-Sim. Quero minha consulta.&lt;br /&gt;Notei que ele olhava para minha barriga, procurando uma evidência. Bufei.&lt;br /&gt;-Moço, você sabe que bebês demoram uns meses para se formar, né? Eles não inflam da noite pro dia.&lt;br /&gt;Novo e piorado olhar de desprezo.&lt;br /&gt;-Você terá que vir no dia tal com a nova documentação para exame médico, querida.&lt;br /&gt;-Não vou trazer documentação, vocês já têm tudo aí.&lt;br /&gt;-É necessário.&lt;br /&gt;-A primeira vez que eu vim aqui você não mencionou nada disso para mim. E não ouvi você falando sobre esse recadastro pra ninguém.&lt;br /&gt;-A atualização começou hoje a tarde.&lt;br /&gt;-Ah, tá bom. -Eu me aproximei com fogo nos olhos. -Escute bem o que vou dizer. Você pode achar esse seu emprego um porre e que lhe dá direito a tratar as pessoas da forma que bem entender, mas nenhum serviço público é gratuito. Eu não serei impedida a um direito meu, ainda no estado que estou. Então, eu voltarei aqui e farei o tal exame médico. E se alguém me falar mais uma vez sobre documentação, o stress da gravidez vai falar por ele mesmo. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Got it&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;A resposta dele foi um suspiro inconformado.&lt;br /&gt;Eu sorri. -Ótimo! Obrigada pelo ótimo atendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Continua).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6710932502441159972-2117701391891134717?l=eraumavezando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eraumavezando.blogspot.com/feeds/2117701391891134717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://eraumavezando.blogspot.com/2011/08/unidade-basica-do-stress-parte-i.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6710932502441159972/posts/default/2117701391891134717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6710932502441159972/posts/default/2117701391891134717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eraumavezando.blogspot.com/2011/08/unidade-basica-do-stress-parte-i.html' title='Unidade Básica do Stress, parte I.'/><author><name>Rebi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12570711541814472846</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6mRppuwzAIw/SYmh6JbmQpI/AAAAAAAAA7c/kqkDwzzzfGk/S220/momentoultraazul+(4).JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6710932502441159972.post-6312311190293575447</id><published>2011-07-25T12:44:00.004-03:00</published><updated>2011-07-25T16:13:03.956-03:00</updated><title type='text'>A melhor inspiração do mundo.</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.sacredwaste.com/c/xbaby_donald_duck_sleeping_poster-p2285475956397374458nmei_400.jpg.pagespeed.ic.K5f-2sXl1u.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 400px;" src="http://www.sacredwaste.com/c/xbaby_donald_duck_sleeping_poster-p2285475956397374458nmei_400.jpg.pagespeed.ic.K5f-2sXl1u.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;Passou a desconfiar quando o cigarro do marido começou a lhe incomodar. Era muito suspeito - ainda mais que convivia com fumaça cancerígena havia anos e nunca teve náuseas por causa disso. De repente, PUFT! Não conseguia nem passar perto dos cheiros de tabaco que seu corpo já acionava a possibilidade (e probabilidade) de regurgitar. Era desagradável. E bastante suspeito.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando teve certeza, foi um choque. Não sabia se ficava feliz pelo impossível ter se tornado possível ou se pela mesma razão amaldiçoava o milagre. Então, juntou as duas reações: "Eu amo você meu bebezinho, mas bem que você poderia ter esperado um pouquinho né?" É.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Afinal, que situação vivia: sem casa, sem carteira assinada e, com certeza, sem condiçõe$. Esse lado da balança era o que mais pesava - mas não deveria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O desespero persistiu por um tempo, junto com o enjoo, as dores na mama, nas costas, o sono, a irritação, a fome. Ensaiou como contar para a família. Depois de contar ao irmão caçula, seguiu o conselho do mesmo: escreva a notícia. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E assim foi.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não houve chilique como previu. Houve choque, mas nada abalou a benção que sentiam. Agora, com apoio de três famílias e saindo da fase de dificuldade, ela pode dar ouvido ao que o coração clamava: "Serei mãe, serei mãe". &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Obrigada, meu Deus.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6710932502441159972-6312311190293575447?l=eraumavezando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eraumavezando.blogspot.com/feeds/6312311190293575447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://eraumavezando.blogspot.com/2011/07/melhor-inspiracao-do-mundo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6710932502441159972/posts/default/6312311190293575447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6710932502441159972/posts/default/6312311190293575447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eraumavezando.blogspot.com/2011/07/melhor-inspiracao-do-mundo.html' title='A melhor inspiração do mundo.'/><author><name>Rebi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12570711541814472846</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6mRppuwzAIw/SYmh6JbmQpI/AAAAAAAAA7c/kqkDwzzzfGk/S220/momentoultraazul+(4).JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6710932502441159972.post-6613416886798249085</id><published>2011-05-02T17:34:00.002-03:00</published><updated>2011-05-02T17:39:41.064-03:00</updated><title type='text'>Pés tortos.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt; &lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Do poeta que não se deita&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;         &lt;/span&gt;a voz se cala&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;         &lt;/span&gt;a noite se estreita&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;         &lt;/span&gt;cantarola&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;         &lt;/span&gt;afomenta a vontade de ser&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;         &lt;/span&gt;de ir para a escola&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;         &lt;/span&gt;de adormecer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;         &lt;/span&gt;Olhos e alma que ninguém vê&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;         &lt;/span&gt;ninguém sabe&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;         &lt;/span&gt;ninguém crê&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;         &lt;/span&gt;espera que se acabe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;         &lt;/span&gt;Do poeta que não se solta&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;         &lt;/span&gt;as palavras morrem&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;         &lt;/span&gt;não tem mais volta&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;         &lt;/span&gt;vá embora&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;         &lt;/span&gt;pois é o dia não vai começar agora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;         &lt;/span&gt;As palavras são sua voz. Esse era o lema do universo único de Isabel, nossa heroína. Citara a frase poucas vezes em público, mas incontáveis na prosa do seu próprio silêncio. Poesias saiam de si como suor em dias de verão, mas nunca se tornaram livres para voar. Como poderiam? Isabel era prisioneira do seu próprio medo de viver. De ser livre. De ser ela mesma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;         &lt;/span&gt;E esse medo era sua própria criação. Nascera e se alimentara de dentro do seu coração. Não viera de fora. Não viera de sua mãe Janine, uma francesa abrasileirada de boa índole e criação, que amava seus filhos acima de tudo. Tampouco viera do seu pai, Luis, filho de italianos, trabalhador como a raça manda, pouco sabido da experiência meticulosa de ser pai. De seus irmãos, nem se fala! Cada um era um mundo tão espontâneo e tão singelo que jamais seriam capazes de semear qualquer tumulto nela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;         &lt;/span&gt;O problema sempre fora ela. Seus receios, sua fragilidade perante o mundo, sua inocência e sua náusea por malícia eram o nutriente para sua falta de querer falar a alma. Sua preocupação era passar despercebida, nem cheirava, nem fedia, e não ser assunto à mesa de jantar. Exercia seu papel. Era impecável. Mas infeliz. Por puro medo de ser feliz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;         &lt;/span&gt;Por anos implorou a Deus para ser o melhor que podia ser, no íntimo do seu quarto, à beira do sono. Mas essa vontade era discreta, sem voz própria e sem muito entusiasmo, pois o entusiasmo poderia ser alvo de críticas e nunca se dera bem com negativismo. Era apenas um apoio ao seu medo. E viver com medo era melhor do que viver na boca preocupada e cheia de poréns dos que a miravam pelo caminho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;         &lt;/span&gt;Quer dizer, Isabel teve lapsos de coragem. Todos, obviamente, momentâneos. Esporádicos. Impulsivos. E bem sabemos que o impulso normalmente é impensado, logo, ilógico, resultando apenas em uma vaga lembrança de valentia. Assim, Isabel passou a se julgar fraca, além de medrosa. Uma combinação fatal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;         &lt;/span&gt;Tenho cara de menina&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;         &lt;/span&gt;dou risada&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;         &lt;/span&gt;divertida&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;         &lt;/span&gt;mas a certidão é velha&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;         &lt;/span&gt;um lugar diverso&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;         &lt;/span&gt;uma sina cega&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;         &lt;/span&gt;ingênua&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;         &lt;/span&gt;observadora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;         &lt;/span&gt;Sou a jovem adulta&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;         &lt;/span&gt;mais inculta&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;         &lt;/span&gt;mais inativa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;         &lt;/span&gt;com mais feridas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;         &lt;/span&gt;do mundo novo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Mas agora, longe do mundo que conhecia, Isabel se sentia única. Demorou a perceber isso. Demorou a enxergar que a beleza e o suprimento da vida era ter uma sombra própria, não se espelhar na de outrem. A do outro poderia ser o ideal, mas mesmo assim não a pertencia. Não tinha sua forma, o seu peso, a sua densidade. Não tinha o seu timing, sua bússola, sua sensibilidade. Era impura. Era ilegítima. Era outra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Então, ali ela jazia, numa casa que não era sua, em um ambiente que desconhecia totalmente. A situação estava longe de ser boa, mas ao menos, era só sua. Sua e do seu marido, Thomas. Percebeu ali, sentada naquele sofá-cama de três lugares, em um apartamento minúsculo, que nada a havia forçado a seguir aquele caminho; o fez para finalmente ser livre. A escolha poderia ter sido errada à olhares distintos, mas ainda assim era sua. O ganho e a consequência eram seus. E tudo a alegrava, mesmo que não aparentemente. Sentia-se mulher. A mulher que era adulta, formada e com uma jornada plena e vívida. Uma aventura. A sua aventura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Naquele dia, sorriu para o marido, adormecido ao seu lado. Havia embarcado com ele no mistério da vida adulta há quase dois anos. Ela sempre soube, desde que o viu pela primeira vez, que seria aquele moreno alto dono do mais belo sorriso o homem que esperou conhecer e pertencer. De lá até aqui, o caminho foi árduo, mas nunca separado dele. Jamais longe dele. A verdade era tão incontestável que se casou com ele três meses depois do primeiro beijo que trocaram. Quase sorriu ao se lembrar do dia da cerimônia, simples e ligeira como sempre sonhou, e da repercussão das duas famílias. Um choque. Mais críticas do que felicitações. Mas tanto Isabel quanto Thomas não se importaram. Sabiam que ninguém em sã consciência se casaria sem alguma segurança financeira. Ninguém se casaria para morar em uma casa conjugada no centro da cidade, sem dinheiro para financiar um carro, um apartamento, um futuro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Mas Isabel e Thomas sim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Nossa heroína era uma poetisa nata e uma bailarina de pés tortos, mas trabalhava com design. Não era um sonho de carreira, mas definitivamente era boa na área. Era inquestionável. Tinha vocação para o negócio, mas o amor. Amor mesmo, só pela poesia. Ela era sua voz em melodia. Seus pés tortos endireitavam-se com sua expressão. Tudo que vem do coração é música e poesia, pensava. Logo, a pureza de um ser nasce e morre ali, sem o menor arrependimento. Era uma lógica ilógica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;b&gt;[Trecho do 1º Capítulo de "A poetisa e as margaridas - Rebeca Bondioli]&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6710932502441159972-6613416886798249085?l=eraumavezando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eraumavezando.blogspot.com/feeds/6613416886798249085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://eraumavezando.blogspot.com/2011/05/pes-tortos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6710932502441159972/posts/default/6613416886798249085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6710932502441159972/posts/default/6613416886798249085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eraumavezando.blogspot.com/2011/05/pes-tortos.html' title='Pés tortos.'/><author><name>Rebi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12570711541814472846</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6mRppuwzAIw/SYmh6JbmQpI/AAAAAAAAA7c/kqkDwzzzfGk/S220/momentoultraazul+(4).JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6710932502441159972.post-3464909632353050184</id><published>2011-03-22T22:20:00.001-03:00</published><updated>2011-03-22T22:21:31.656-03:00</updated><title type='text'>Primeiro ato.</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;span &gt;&lt;b&gt;Cena 1.QUARTO DE GAROTA.TARDE.INT&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;span &gt;Quarto de paredes cor de pérola, com alguns pôsteres nas paredes, uma cama de casal, escrivaninha com livros, algumas roupas penduradas na cadeira. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;span &gt;Rachel entra no quarto, de calça jeans e camisa. Procura algo na bagunça.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;MÃE&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;(OFF)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;RACHEL!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;RACHEL&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;Quê mãe!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;MÃE&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;(OFF)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;AONDE VOCÊ ESTÁ?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;RACHEL&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;No quarto, mãe!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;MÃE&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;(OFF)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;VAI SAIR?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;RACHEL&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;Vou, mãe!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;MÃE&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;(OFF)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;AGORA?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;RACHEL&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;É, ué!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;MÃE&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;(OFF)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;MAS ESTÁ TARDE!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;RACHEL&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;São 17h, mãe!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;MÃE&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;(OFF)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;EXATO, ESTÁ FICANDO DE NOITE!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;RACHEL&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;Mãe, eu já te provei que não viro pedra depois que o sol se põe!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;MÃE&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;(OFF)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;O QUE VAI FAZER A ESSA HORA NA RUA?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;RACHEL&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;Vou encontrar o Eric!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;MÃE&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;(OFF)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;SOZINHA?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;RACHEL&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;É que o serviço secreto está meio ocupado para me escoltar, mãe!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;MÃE&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;(OFF)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;VOCÊ SABE O QUE EU QUIS DIZER!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;RACHEL&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;Mãe, relaxa! &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;MÃE&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;(OFF)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;MAS VOCÊ NÃO O VIU ONTEM?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;RACHEL&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;Vi, mãe! Mas pensei que como é fim de semana, poderia abrir uma exceção para ver meu namorado dois dias seguidos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;MÃE&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;(OFF)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;AONDE VOCÊS VÃO?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;RACHEL&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;Sair!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;MÃE&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;(OFF)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;PRA ONDE?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;RACHEL&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;Pra um bar, beber, fumar, nos drogar e ir pra um motel onde, quem sabe, eu consiga engravidar!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;MÃE&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;(OFF)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;b&gt;O QUÊ?!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;RACHEL&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;Foi uma piada, mãe! É brincadeira!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;MÃE&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;(OFF)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;VEJA COMO ESTOU MORRENDO DE RIR, RACHEL!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;RACHEL&lt;br /&gt;(ri)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;Mãe, relaxa. Eu tenho juízo!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;MÃE&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;(OFF)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;ESSE SEU JUÍZO ESTÁ MUITO ARI TOLEDO, MINHA FILHA!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;RACHEL&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;Vou apenas ao cinema, mãe. Vou dormir por lá!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;MÃE&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;(OFF)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;ISSO NÃO É TER JUÍZO PARA MIM!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;RACHEL&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;Prometo que filmo meus passos só para garantir!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;MÃE&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;(OFF)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;VOCÊ ARRUMOU SEU QUARTO?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;RACHEL&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;(olhando a bagunça)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;Tá um brinco, mãe!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;MÃE&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;(OFF)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;SEU ARMÁRIO TAMBÉM?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;RACHEL&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;(abrindo o armário – suas coisas caem no chão)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;Mais organizado que isso não existe, mãe!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;MÃE&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;(OFF)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;TÁ BOM, ME LIGA QUANDO CHEGAR!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;RACHEL&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;Certo! Te amo, tchau!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;MÃE&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;(OFF)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;JUÍZO!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;Rachel sai de cena.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;span &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;span &gt;&lt;b&gt;(Primeira cena da Peça "Os dois lados do muro" - Rebeca Bondioli)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6710932502441159972-3464909632353050184?l=eraumavezando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eraumavezando.blogspot.com/feeds/3464909632353050184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://eraumavezando.blogspot.com/2011/03/primeiro-ato.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6710932502441159972/posts/default/3464909632353050184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6710932502441159972/posts/default/3464909632353050184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eraumavezando.blogspot.com/2011/03/primeiro-ato.html' title='Primeiro ato.'/><author><name>Rebi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12570711541814472846</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6mRppuwzAIw/SYmh6JbmQpI/AAAAAAAAA7c/kqkDwzzzfGk/S220/momentoultraazul+(4).JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6710932502441159972.post-7440301834343234736</id><published>2011-02-21T10:38:00.001-03:00</published><updated>2011-02-21T10:44:21.290-03:00</updated><title type='text'>Conto por conto.</title><content type='html'>&lt;p class="western" align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal; line-height: 150%"&gt; &lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt"&gt;A filha nascida do coração não do ventre era um bebê bem gorducho. Morena jambo. Nasceu com bastante cabelo e olhos bem pretos, como o breu. Jabuticabas, redondas e brilhantes. Tinha grande apetite e dobrinhas nos braços e pernas. Era quieta e curiosa. Seu pai a levava para passear, exibindo com orgulho a filha indiazinha. Sua mãe dizia que ela gostava de comer batatinha, mandioquinha e cenourinha cozidas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal; line-height: 150%"&gt; &lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt"&gt; Viveu os primeiros anos da vida num país estrangeiro. Tem poucas memórias do lugar, mas gosta de admirar as fotos. Lagos, Nigéria. Kaduna. País de desordem e calor quase insuportável, mas culturalmente rico. Lembra dos sorrisos. Das músicas. Das vestimentas. Dos artesanatos. Da comida. Do cheiro. Principalmente do cheiro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal; line-height: 150%"&gt; &lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt"&gt; Com o divórcio dos pais, voltava ao país africano uma ou duas vezes por ano, nas férias escolares. Julho e janeiro. Julho era tão quente quanto Janeiro. Mas não era mais a mesma coisa. Passou muitos aniversários entre sorrisos infelizes e nenhuma surpresa. Então, com o tempo, se deu conta que aquele lugar era apenas uma lembrança e só o amava como tal. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal; line-height: 150%"&gt; &lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt"&gt; Depois de um tempo, nunca mais voltou. Estudou em uma escola, depois em outra. Aprendeu inglês rapidamente -não porque a mãe era professora, mas porque gostava. Falava com Deus em inglês. Falava com suas bonecas em inglês. Falava sozinha em inglês. Aprendeu também geografia, gramática, literatura, história e biologia(não em inglês, mas tentava por curiosidade). Aprendeu a desenhar, a pintar. Aprendeu a cantar, a dançar, a atuar. Mas não aprendeu matemática. Nem física. Nem química.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal; line-height: 150%"&gt; &lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt"&gt; Nunca foi popular na escola. Gostava do seu mundo particular. Desenhava e escrevia todos os mitos do seu universo. Sua melhor amiga (até hoje) fora quem tomou a iniciativa de se aproximar. Confiava nas pessoas. Queria confiar. Gostava das suas personalidades, mesmo se não fossem agradáveis aos olhos do mundo. Teve alguns amigos.  Depois, muitos. Logo, perdera boa parte deles e conquistou novos. Poucos, mas inigualáveis. Era sortuda. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal; line-height: 150%"&gt; &lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt"&gt; Foi criada bem. Sua mãe, mulher guerreira e em quem se espelhou, arranjou forças sobrenaturais para criar três filhos sem ajuda constante do pai. Lembra muito bem da batalha mensal para pagar sua escola, os materiais, os uniformes. Era um grande sacrifício. Lembra que frequentava a igreja todos os domingos. Era legal. Gostava do ambiente, das pessoas que sorriam para ela. Cresceu em meio a pessoas muito boas. Tinha princípios fortes. Tinha fé. Era educada até com quem não merecia. Não se vingava, não se metia em briga. Sempre dava a outra face. Amava sua família, sua tradição, seus amigos, Deus. Seu amor genuíno. Era feliz.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal; line-height: 150%"&gt; &lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt"&gt; Mas houve um período que não foi feliz. Sofreu. Sofreu muito, por amo ao pai. A negligência dele machucou a ela e a seus irmãos. Teve pânico. Teve tumor no seio. Teve medo. Muitas noites chorou até adormecer e abandonou a sala de aula para esconder sua tristeza. Ele não a conhecia e a julgava. Ouviu palavras em negrito e em caixa alta que nunca mais esqueceu. Nunca mais fora segura consigo mesmo. A pouca voz que tinha para enfrentar a vida, desapareceu. Seu irmão mais velho teve sérios problemas nos rins e o caçula, na pele. Por quê, se perguntava. Por que ele não quis cuidar da gente?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal; line-height: 150%"&gt; &lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt"&gt; Fora um período difícil. Uma guerra na família e entre famílias. Irmãos contra irmãos, filhos contra pais. Um desgaste emocional. Uma cicatriz frequentemente reaberta. Uma lembrança, uma lição. “Não seremos assim”, disse aos irmãos. “Nós somos irmãos. Crescemos juntos. Passamos por poucas e boas.  E nós ficaremos unidos não por dinheiro, mas por amor”. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal; line-height: 150%"&gt; &lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt"&gt; E assim foi. O maremoto cessou, enfim. Veio a brandura. Cresceu. Seu corpo tomou forma, seu coração, cor. Tivera muita dificuldade em gostar do que via no espelho. Achava seu nariz pequeno, sua boca torta, seu cabelo sem graça. Seus pés então, nem se fala! Ora se achava gorda, ora magra. Ora baixinha, ora alta. Não se achava merecedora de olhares. Vaidade não tinha utilidade. O reflexo de insegurança. Mas sonhava. Quando pôde, se tatuou. Uma vez. Duas. Três. Quatro e cinco. Queria mais, na verdade. Criou um próprio estilo. Criou um vínculo com sua própria moda. Não se criticava mais, apenas se respeitava. Era diferente. Era exótica. Ponto final.   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal; line-height: 150%"&gt; &lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt"&gt; Desejou ser, do fundo do coração, professora; depois astronauta. Escritora passou pela sua mente, mas achou que cantar seria uma boa opção. Mas era tímida e insegura demais para enfrentar palcos. Quis ser Bailarina. Desenhista. Cineasta. Desistiu. Voltou a querer escrever. Mas só a querer.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt"&gt;&lt;span style="font-weight: normal"&gt; Não dizia para ninguém as vontades do seu coração – só para sua terapeuta quando, obviamente, conseguia. Conversar nunca fora seu forte. Puxar papo era quase um sacrifício físico. Sempre falou o necessário. E sorria, como sorria! Gostava de dar risada (e de, se fosse capaz, fazer os outros rirem). Foi pelo sorriso que começou a trabalhar com entretenimento. Era &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-weight: normal"&gt;nerd&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt"&gt;&lt;span style="font-weight: normal"&gt;. Assumiu seu imenso interesse por cinema, games, animação, quadrinhos, livros. Toneladas de livros, se possível. Começou a se abrir, ainda com dificuldade. Dizer o que pensa. Opinar, discordar. Um novo mundo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal; line-height: 150%"&gt; &lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt"&gt; E foi nesse novo mundo que descobriu que sua inocência era facilmente destruída. Sua confiança era ludibriada sem maiores esforços. Nem todas as pessoas era boas. Nem todas as pessoas eram interessantes. Nem todas as pessoas eram verdadeiras. Decepção. Conhecia um novo sabor do desgosto. Não era bom. Aprendeu, no entanto. Levantou-se e abandonou aquele mundo para seguir seu caminho, seja ele qual fosse.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt"&gt;&lt;span style="font-weight: normal"&gt; Os animais fizeram parte do seu caminho. Seu primeiro cachorro era um &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-weight: normal"&gt;basset-hound &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt"&gt;&lt;span style="font-weight: normal"&gt;muito espirituoso. Era comilão, dorminhoco e brincalhão. Muito companheiro em dias sem sol e extremamente fiel. Alguns anos depois do seu falecimento, recebera outro cão; desta vez, um vira-lata. Ele não parecia um vira-lata – gostava de imaginar que suas cores tão bem desenhadas eram obras do Divino. Gostava dos olhos dele, dizia que eram sinceros. Era um canino divertido e que gostava de muito carinho. O sol era seu amigo e tivera dezenas de almofadinhas para morder. Mais tarde, ganhou um gato. Na verdade, uma gata. Nunca fora fã de felinos, mas essa pequena bolinha de pelos logo ganhou espaço no seu coração. E provavelmente, não seria a última.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal; line-height: 150%"&gt; &lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt"&gt; Ao longo da sua jornada, recitou palavras de amor dentro de si. Apaixonou-se sem reciprocidade inúmeras vezes, como uma boa menina descobrindo os olhos de outro alguém. Quando realmente entregou seu coração, ele foi quebrado logo de cara. Magoou-se, lamentou-se, isolou-se. Sentia-se a única romântica do mundo moderno, solitária e incompreendida por uma legião de insensíveis. Mas se levantou. Tentou de novo. E de novo. E de novo. Até enfim achá-lo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal; line-height: 150%"&gt; &lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt"&gt; Ao contrário de todos os contos de fadas que admirava, a vida a dois não era um mar de rosas. Nunca quis que fosse, na verdade. Amava-o. Amava-o exatamente porque ele não era perfeito, mas era ideal. Lembra quando o conheceu, os olhares, os toques, as risadas, os sonhos, as promessas, as realizações. Lembra também dos problemas que passaram e que superaram. Lembra que não foi a primeira vez que discriminaram suas raízes, suas tradições, um pedaço de si. Lembra que só queria ser aceita como era. Lembra dos ciúmes, da solidão. Mas acima de tudo, lembra do amor. Isso bastava. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal; line-height: 150%"&gt; &lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt"&gt; Hoje, ela está formada, não é mais gorducha, tem cara de adolescente, ainda sorri e ri de tudo. Da vida, da própria piada. Amargura (não muito) os sonhos que não realizou, mas busca na fé a sua bússola. passa dificuldades financeiras, mas acredita que seja passageiro. É o que  diz e como age. Viveu anos fazendo o que sabia, não o que gostava. Não queria mais ter medo de arriscar. Queria ser feliz.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal; line-height: 150%"&gt; &lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt"&gt; Agora, ela quer escrever.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal; line-height: 150%"&gt; &lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt"&gt; E escreve.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6710932502441159972-7440301834343234736?l=eraumavezando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eraumavezando.blogspot.com/feeds/7440301834343234736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://eraumavezando.blogspot.com/2011/02/conto-por-conto.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6710932502441159972/posts/default/7440301834343234736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6710932502441159972/posts/default/7440301834343234736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eraumavezando.blogspot.com/2011/02/conto-por-conto.html' title='Conto por conto.'/><author><name>Rebi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12570711541814472846</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6mRppuwzAIw/SYmh6JbmQpI/AAAAAAAAA7c/kqkDwzzzfGk/S220/momentoultraazul+(4).JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6710932502441159972.post-442711977213792339</id><published>2010-12-15T17:26:00.001-02:00</published><updated>2010-12-15T17:27:37.606-02:00</updated><title type='text'>A primeira parte.</title><content type='html'>&lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt;Estavam virando rotina as visitas dos policiais no CH Bar. Charlotte já estava acostumada. Numa tarde nublada, dois oficiais adentraram no salão mal iluminado, com suas fardas imponentes e olhares de aversão. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; -Srta. Fontaine?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; Charlie limpava as garrafas de whisky e de vodka, atrás do balcão de madeira escura. Nem sequer se deu ao trabalho de cumprimentá-los. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; -Vou começar a cobrar consumação de vocês.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; -Podemos conversar?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; Ainda assim, ela não lhes deu a devida (e educada) atenção.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; -Estou ouvindo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; Os homens encararam Greg, que estava no canto, perto das mesas de sinuca, quieto e imóvel, como se fizesse parte do ambiente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; -Em particular.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; Greg, obediente, descruzou os braços e se preparou para se retirar. No entanto, Charlotte, ainda entretida nas garrafas, se colocou como senhora da situação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; -Fique onde está, Greg. Não há nenhum segredo entre nós.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; Os policiais se entreolharam.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; -Acho que você deve imaginar a razão de estarmos aqui.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; -Não é nenhuma novidade para mim, desde que vocês começaram a bater ponto no meu bar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; -Da última vez, você disse que não sabia dos negócios da família.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; -Eu disse que não me envolvia, e não que não sabia. –Ela retrucou, limpando as mãos em uma tolha imunda. –É claro que sei.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; -Pode nos contar?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; -Entretenimento, turismo e exportação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; -Detalhe, por gentileza.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; Charlie suspirou, impaciente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; -Minha família é dona dos hotéis de Hanzópolis, da maior parte das casas noturnas, incluindo os bares, menos esse é claro, e fabrica e exporta vinhos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; -Certo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; Um deles passou a fazer anotações num pequeno caderno de capa dura.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; -Como sabe, investigamos possíveis irregularidades nessas ações.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; -Claro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; -E precisamos de sua colaboração.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; -Eu estou colaborando. –Ela arrumou as garrafas nas prateleiras espelhadas e apoiou-se no balcão. –O que mais querem? Que eu autorize câmeras e escutas aqui?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; Novamente, os oficiais se entreolharam. Sabiam que, apesar de Charlotte ser a rebelde da família, ainda prezava (e muito) a lealdade. E notava-se pela ironia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; -É preciso?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; -Vocês que deveriam saber. Não estão investigando a mim e a minha família? Possivelmente sabem muito mais do que eu. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; -As informações que temos não são suficientes, por isso precisamos de mais detalhes. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; -Eu já disse, não tenho nenhum detalhe.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; -Não queremos ferrar ninguém. Queremos apenas a verdade, srta. Fontaine.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; -Eu já disse, –a voz ficou ríspida, –Não sei de nada. Olhem em volta, senhores. Esse é o único empreendimento assinado por um Fontaine sem o dedo do meu pai. Não vivo na mansão, não participo de nenhuma reunião de negócios e mal tenho contato com minha família. Acham mesmo que eu sei de alguma coisa?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; Os homens olhavam-na, esperando que aquilo fosse uma pergunta retórica. Charlie soltou um riso inconformado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; -Não, eu não tenho nada a ver com os interesses da minha família. Por que não anota isso no seu caderninho aí? E faz o favor de deixar registrado para vocês não esquecerem quando passarem por aquela porta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; -Seus irmãos?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; -Perguntem a eles.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; -Eles têm alguma relação com os comércios?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; -Anota aí: Hector Fontaine, Demitri Fontaine, Vitório Fontaine, Monalisa Fontaine e Guilhermina Fontaine. Anotou? São os nomes deles. Obviamente a Guigui não tem nem idade pra falar por si, quanto mais se envolver nos negócios da família. Agora que sabem, tratem de achar seus endereços, vão procurá-los e perguntem a eles. –Charlotte passou para o outro lado do balcão. –Agora, se me derem licença, tenho um bar para tocar. Meus clientes já vão chegar e, não é por nada, mas presença de policiais não desperta nenhuma confiança ou conforto. Greg, acompanhe esses gentis senhores até a saída.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; Não fora necessário Greg se mover; os policiais, insatisfeitos, passaram os olhos no salão e deixaram o local.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; -Tiras... Sempre enchendo o saco. –Charlie desabafou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; -Charlie? –Interrompeu o guarda-costas. –Guigui te pediu para visitá-la amanhã.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; -Irei. Pela tarde. Ela está bem?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; -Está agitada, Charlie. Mas do que o normal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; Ela o olhou, preocupada. Pensou consigo mesma que, com certeza, Guilhermina tivera outras premonições. E alguma coisa lhe dizia que não eram boas novas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;span &gt;&lt;span &gt;&lt;b&gt;[Trecho inicial do primeiro capítulo de "Ladrões da verdade e da mentira"]&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6710932502441159972-442711977213792339?l=eraumavezando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eraumavezando.blogspot.com/feeds/442711977213792339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://eraumavezando.blogspot.com/2010/12/primeira-parte.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6710932502441159972/posts/default/442711977213792339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6710932502441159972/posts/default/442711977213792339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eraumavezando.blogspot.com/2010/12/primeira-parte.html' title='A primeira parte.'/><author><name>Rebi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12570711541814472846</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6mRppuwzAIw/SYmh6JbmQpI/AAAAAAAAA7c/kqkDwzzzfGk/S220/momentoultraazul+(4).JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6710932502441159972.post-6799677965221257007</id><published>2010-11-07T22:56:00.003-02:00</published><updated>2010-11-08T00:04:14.871-02:00</updated><title type='text'>Gratitude.</title><content type='html'>Achei que não encontraria a Anita depois da tarde tenebrosa que a Alcatéia tivera. No entanto, quando já havia desistido, escutei uma singela canção vindo do outro lado do morro de flores campestres. Entre velas artesanais a encontrei, ajoelhada e curvando-se para o horizonte já negro da noite.&lt;div&gt;Minha aproximação não chamou sua atenção. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Te procurei por toda a parte.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela me olhou, sem surpresa. Sorriu. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Tu dizes isso como se eu estivesse me escondendo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-E estava?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela voltou a sua posição original, juntando as mãos em oração.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Não.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu me ajoelhei, perto do círculo de velas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Eu só queria dizer que sinto muito, Anita.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Sentes muito?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Sim. Imagino que as coisas devem ter saído um pouco do controle lá na tenda. E deve ter sido no mínimo constrangedor para você.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Anita levou as duas mãos à testa, tocando-a gentilmente com os dedos. Murmurara algo em sua língua e fizera uma profunda reverência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Eu não acredito que as coisas saíram de controle, Jonah Wise.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Como não? Você previa isso?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Não.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Então como acha que não perderam controle? Virou um caos! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Aparentemente. Mas não considero o que aconteceu algo ruim. Aliás, estou agradecendo ao Senhor agora mesmo por esse dia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não consegui esconder o quanto aquilo me surpreendeu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Agradecer? Como pode agradecer por algo assim?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Anita levantou-se. Caminhou, como se flutuasse em paz, para perto de mim. Sentou-se à minha frente. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Como agradeço todos os outros. Toda vida tem falhas. Haverá dias que serão iluminados, outros cinzentos como o outono inglês. E isso é natural. Mas eu sinto, dentro do meu coração, que nada é escrito pelo acaso; o Senhor revela Suas bênçãos de muitas formas, mesmo que nós nos compreendemos. Nós somos ensinamos a nos sentirmos felizes apenas com os dias iluminados e agradecemos, quando agradecemos, só por eles. Acho errado. Porque são dos dias cinzentos que podemos dar Glória ao Senhor da forma mais completa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela tocara minha mão. Estava quente. Sorriu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Acredites, Jonah Wise, não levo nenhuma dor do que aconteceu hoje. Foi algo que não esperava, confesso, mas agradeço ao Senhor da mesma forma. Hoje foi meu dia cinzento. Mas amanhã poderá ser meu dia iluminado. Seja como for, o Senhor tem minha gratidão por ambos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então, eu chorei. Simples assim. Como há muito tempo não fazia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E amanhã era o dia de partirmos para o sul.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;[Trecho de "Aqueles da Alcatéia" - Rebeca Bondioli]&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6710932502441159972-6799677965221257007?l=eraumavezando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eraumavezando.blogspot.com/feeds/6799677965221257007/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://eraumavezando.blogspot.com/2010/11/gratitude.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6710932502441159972/posts/default/6799677965221257007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6710932502441159972/posts/default/6799677965221257007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eraumavezando.blogspot.com/2010/11/gratitude.html' title='Gratitude.'/><author><name>Rebi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12570711541814472846</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6mRppuwzAIw/SYmh6JbmQpI/AAAAAAAAA7c/kqkDwzzzfGk/S220/momentoultraazul+(4).JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6710932502441159972.post-8088297234071544371</id><published>2010-11-04T11:24:00.003-02:00</published><updated>2010-11-04T17:56:28.371-02:00</updated><title type='text'>Prima Pagina.</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 24px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A família Fontaine levou a cidade de Hanzópolis para o mapa, com seu entretenimento nada convencional e sua exportação de vinho. Para um ambiente acostumado com o comodismo e seus princípios semifanáticos, era quase uma ofensa. No entanto, com seu turismo elevado e o aumento de renda e emprego, uma parte da cidade se habituou à nova tradição. Apenas uma parte. A outra se dedicou à expulsão da família e suas revoluções imorais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; Era um conflito eterno. Os Fontaine estavam sempre em destaque na imprensa. Para alguns, eram ídolos; para outros, demônios que precisavam ser excomungados. Uma batalha de especulações e fatos. Algo que nem um lado nem outro poderia provar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; Apresento-lhes o patriarca: Laerte Fontaine, neto do pioneiro revolucionário. Passava grande parte do tempo visitando seus hotéis e seus campos de uva. Seu sorriso carregava os mistérios que rondavam o nome do seu brasão. Era de poucas palavras e muitas ações, a maioria acompanhada de perto pelas lentes dos repórteres. Se eram honestas ou não, ninguém poderia dizer.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; Do seu lado estava Miranda Fontaine, sua leal esposa. Quase nunca era vista em público, mas sabia-se de seus trabalhos administrando as propriedades da família. Seus adoradores a consideravam uma dama. Seus críticos, a cabeça pensante das possíveis ilegalidades que os Fontaine se envolviam além, é claro, de uma mãe indecente. E já saberão o porquê.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; Conheçam Hector Fontaine, o filho primogênito. Homem charmoso, simpático e graduado na melhor faculdade da região. Dirigia um dos hotéis do pai a seu modo. Aparentemente, nada se podia julgar, até chegar a sua vida pessoal que, aliás, fazia questão de não camuflar: desde os 21, apresentava-se em casas de show (da família, é claro) como &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Drag Queen&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;. Sim, o herdeiro dos Fontaine era homossexual assumido e mesmo adulto e formado, ainda realizava seus espetáculos noturnos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; Dimitri Fontaine, por outro lado, quase levou à ruína um dos hotéis do pai. Tudo por causa de atração por mulheres casadas. Era esperto, com um senso de independência maior que ele e muito ligado à mãe. Abandonou a universidade para aperfeiçoar o que mais sabia fazer: enganar. Tinha lábia e carisma impossíveis de se ignorar. Laerte era o único que não se encantava pelas belas palavras do filho –tanto que o expulsou da mansão assim que descobriu suas canalhices.  Desde o episódio, com direito a escândalo no jantar, os dois mal se falavam. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; O que diferenciava Charlotte Fontaine do irmão trambiqueiro era apenas a honestidade. Saiu cedo de casa para se afastar dos negócios familiares. Sozinha, abriu um bar. Seus pais bem que tentaram persuadi-la a mudar de ideia, mas ela relutou. Adotou uma vida diferente do que se previa para um Fontaine. Tatuou-se, fugiu de relacionamentos e das lentes dos jornalistas. De vez em quando conflitava com o pai e a avó que, ao contrário dela, defendiam ferozmente os interesses da família. Dava-se bem com seus irmãos e tinha verdadeira adoração pela irmã caçula. Pisava na mansão apenas pra visitá-la.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; Discrição era o nome do meio de Monalisa Fontaine (LIzzie, para a imprensa). Assim como Hector, entrou na melhor faculdade de Hanzópolis e estava para se formar em Belas Artes. Sempre foi quieta. Mas quietude era característica de artista, dizia a sua avó. Não se interessava pelos negócios da família, mas se obrigava a estudá-los. Por amor aos pais e ao brasão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; Vitório Fontaine era outro adorado pela imprensa. Desde pequeno, se predispôs a andar conforme o pai assim o incentivava. Aprendeu rápido como tocar as propriedades da família e como se apresentar aos olhos atentos da cidade. Era o que chamavam popularmente de “filho perfeito dos Fontaine”. Sua vida era aberta para todos verem e concluírem que, da nova geração, ele faria a diferença. Ao menos, era o de se esperar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; E finalmente, a caçula dos Fontaine: Guilhermina. Laerte a mantinha longe do olhar público. O motivo? Simples: Ela dizia ter visões. Anjos, demônios, espíritos, premonições. Atormentavam-na constantemente. Passou por psiquiatras e clínicas que, aparentemente, só agravaram sua condição. Assim, seus pais a confinaram na mansão e não comentavam absolutamente nada sobre ela, até mesmo para amigos. Guigui ganhou a antipatia de quase todos menos de Charlotte, que acreditava piamente nos testemunhos da irmã.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; A avó, Dalila Fontaine, era presa aos hábitos nada ortodoxos da família. Opinava e ajudava a traçar os destinos dos netos (ao menos, nos que ainda não tinham se perdido), odiava a imprensa, mas sabia usufruir suas vantagens. Tratava a todos com um carinho rigoroso e orgulhava-se de se apresentar como membro da família mais destacada da região. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; Violeta Hans não era tão conhecida. Embora governanta da mansão por anos, eram poucos os que sabiam de sua existência. Era leal e astuta para uma criatura tão miúda. Sabia os momentos de apenas obedecer, sem questionar. Sorridente, acolhia os filhos dos Fontaine como seus próprios. E notava-se uma certa pendência entre ela e mama Dalila. Desconfiava-se que o conflito surgiu dos acontecimentos misteriosos que levou Violeta à mansão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; Quem olhava Greg Coretti assustava-se com seu tamanho. Alto, forte e com olhar de poucos amigos, ele foi selecionado pelo próprio Laerte para guardar a família. E embora a aparência o taxasse de mau, Greg era doce e sensível como uma criança. Protegia os Fontaine com a vida, e o fazia de bom grado. Tinha um afeto especial por Guigui, com quem conversava por horas sobre as belezas da vida. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; William Lins era jovem, mas ganhou a confiança do patriarca da família rapidamente para cuidar dos negócios. Cuidadoso e com uma inquestionável fidelidade, acompanhava Laerte para todos os lugares, atento às artimanhas dos inimigos. Sobre sua vida, pouco se sabia. E algumas línguas suspeitavam de sua inabalável simpatia por Hector.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; A família nunca foi de festas, até Manuela Bittencourt ganhar intimidade suficiente para promovê-las em nome deles. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Socialite&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; divorciada, Manuela passava seu tempo organizando eventos e noites de gala nos salões gigantescos da mansão Fontaine. Algumas vezes, até se metia nas comemorações de aniversários. Amiga de juventude de Miranda, ela insistia para a família criar uma nova apresentação pública. Acreditava que desse modo, os jornalistas (a quem chamava de “raposas invejosas”) seriam apenas... Raposas invejosas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; De todos os amigos dos Fontaine, Miguel Samacci era o mais próximo. Filho de falecidos sócios de Laerte, cresceu junto dos herdeiros e criou laços fraternos fortíssimos, particularmente por Charlotte. Ajudava Miranda com serviços artífices e brilhava os olhos quando era chamado pra auxiliar Laerte em funções confidenciais. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; Como puderam notar, os Fontaine têm motivos de sobra para serem amados e odiados. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; Mas os mistérios envoltos à família estavam com seus dias contados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;[Introdução do "Ladrões da verdade e da mentira" - Rebeca Bondioli]&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6710932502441159972-8088297234071544371?l=eraumavezando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eraumavezando.blogspot.com/feeds/8088297234071544371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://eraumavezando.blogspot.com/2010/11/prima-pagina.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6710932502441159972/posts/default/8088297234071544371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6710932502441159972/posts/default/8088297234071544371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eraumavezando.blogspot.com/2010/11/prima-pagina.html' title='Prima Pagina.'/><author><name>Rebi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12570711541814472846</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6mRppuwzAIw/SYmh6JbmQpI/AAAAAAAAA7c/kqkDwzzzfGk/S220/momentoultraazul+(4).JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6710932502441159972.post-1770042078426654364</id><published>2010-10-14T23:23:00.004-03:00</published><updated>2010-10-14T23:40:50.049-03:00</updated><title type='text'>Lilás.</title><content type='html'>Cinco gavetas. Ela usava duas. Três, na verdade. Uma para roupas íntimas, bagunçadas e algumas sem par, outra para colares, brincos, lenços, tiaras e cintos. A última tinha cachecóis e colocara sabonetes para argumentar, caso questionem, que aquela gaveta não estava sendo ocupada por ela; era comunitária, olhem só, há sabonetes!&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Das quatro prateleiras, duas eram dela. Antes eram três, mas acho melhor ser menos espaçosa, afinal, mais da metade da tranqueiras no vão livre do armário era sua. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tudo era pequeno, mas tentava deixar aconchegante; até colocou um tapete lilás para combinar com o edredon de mesma cor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Toda noite, ela se disciplina a manter a ordem. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E toda a manhã, a pressa a subjuga.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Resta a tarde, que ela molesta sua mente com críticas opressoras. Suspiros cansados, um pijama velho e sorrisos para sua bagunça pessoal.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É a vida colocando sua cor predileta na paleta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6710932502441159972-1770042078426654364?l=eraumavezando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eraumavezando.blogspot.com/feeds/1770042078426654364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://eraumavezando.blogspot.com/2010/10/lilas.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6710932502441159972/posts/default/1770042078426654364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6710932502441159972/posts/default/1770042078426654364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eraumavezando.blogspot.com/2010/10/lilas.html' title='Lilás.'/><author><name>Rebi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12570711541814472846</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6mRppuwzAIw/SYmh6JbmQpI/AAAAAAAAA7c/kqkDwzzzfGk/S220/momentoultraazul+(4).JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6710932502441159972.post-6642064361880406038</id><published>2010-09-28T19:40:00.003-03:00</published><updated>2010-09-28T19:54:28.296-03:00</updated><title type='text'>O nome.</title><content type='html'>&lt;p align="JUSTIFY" style="text-indent: 0.85cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: -1.59cm; text-indent: 1.59cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="JUSTIFY" style="text-align: center;text-indent: 0.93cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: 0.77cm; margin-right: 0.93cm; text-indent: 0.58cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: 1.35cm; margin-right: 0.93cm; text-indent: 0.58cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;Naquele começo de noite, um Mercedes preto parou a frente de um armazém desativado, na zona oeste de Paris. A rua estava completamente vazia, feita de paralelepípedos meio quebradiços, com apenas um poste de luz funcionando. Não havia nada por ali, nenhum centro comercial ou residencial, sendo um lugar de fácil encontro para os maus-elementos. O carro estacionou na escuridão e desligou o motor. Da porta traseira, saiu um rapazola de terno negro; ele ajeitou seu paletó e na companhia de um elegante negro de 2 metros de altura entraram no galpão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: 1.35cm; margin-right: 0.93cm; text-indent: 0.58cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;O rapaz dera uma rápida espiada pelos cantos do lugar e andou até a luz ao fundo. Encontrou um senhor gorducho, careca e de terno marrom, fumando um charuto importado junto de dois camaradas duas vezes o seu tamanho. Ele olhou para o visitante e sorriu com satisfação. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: 1.35cm; margin-right: 0.93cm; text-indent: 0.58cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;-Marcelo! –Disse o senhor em um italiano exagerado, edificando os braços em abraço. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: 1.35cm; margin-right: 0.93cm; text-indent: 0.58cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;Marcelo sorriu e abraçou-o.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: 1.35cm; margin-right: 0.93cm; text-indent: 0.58cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; –&lt;span &gt;Como vai, senhor Capicce? &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: 1.35cm; margin-right: 0.93cm; text-indent: 0.58cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;-Muito bem! Muito bem! –Respondeu o homem, batendo nas costas do rapaz. –Como você cresceu! Meu Deus, eu me lembro de quando você era um molequinho desse tamanho! Olha só para você! Está um homem formado! Quantos anos você tem? 24? 25?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: 1.35cm; margin-right: 0.93cm; text-indent: 0.58cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;-26.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: 1.35cm; margin-right: 0.93cm; text-indent: 0.58cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;-O que seja! Já deve estar casado, com filhos... &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: 1.35cm; margin-right: 0.93cm; text-indent: 0.58cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;-Infelizmente não consegui formar uma família ainda. Mas pretendo, assim que eu ajeitar os negócios do meu pai. –Marcelo se sentou na cadeira mais próxima. –Fico feliz em revê-lo, senhor Capicce. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: 1.35cm; margin-right: 0.93cm; text-indent: 0.58cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;Capicce baforou o charuto e fitou Marcelo da cabeça aos pés. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: 1.35cm; margin-right: 0.93cm; text-indent: 0.58cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; –&lt;span &gt;Vejo que está substituindo seu pai devidamente...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: 1.35cm; margin-right: 0.93cm; text-indent: 0.58cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;-Eu tento, senhor. Mas jamais vou ser como ele. –Seu sorriso de fechou em seriedade. –Mas vamos ao que realmente interessa, se for possível.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: 1.35cm; margin-right: 0.93cm; text-indent: 0.58cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;-Claro, claro! Eu soube que você está limpando a área da nossa camaradagem...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: 1.35cm; margin-right: 0.93cm; text-indent: 0.58cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;-Sim, esse é meu principal objetivo. Eu quero vingar a morte de meu pai.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: 1.35cm; margin-right: 0.93cm; text-indent: 0.58cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;O senhor Capicce mordeu os lábios. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: 1.35cm; margin-right: 0.93cm; text-indent: 0.58cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; –&lt;span &gt;Vocês ainda não sabem quem foi o desgraçado filho da puta que matou seu pai, não é?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: 1.35cm; margin-right: 0.93cm; text-indent: 0.58cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;Marcelo sacudiu a cabeça negativamente, com o olhar perdido na fumaça de seu cigarro previamente aceso. Não gostava de relembrar aquele acontecimento. Sua sede de vingança crescia toda vez que lembrava de como seu pai fora encontrado. A imagem não lhe saia da cabeça. Alguém iria pagar, ele pensava todo o dia. Não importava quem; mas alguém iria sentir a mesma dor que seu pai sentira. Essa era a única certeza que ele tinha na vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: 1.35cm; margin-right: 0.93cm; text-indent: 0.58cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;-E como pretende descobrir? – Perguntou o senhor gorducho, apagando o charuto no cinzeiro na cadeira ao lado. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: 1.35cm; margin-right: 0.93cm; text-indent: 0.58cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;-Isso já não importa mais. Eu já comecei a caçá-los.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: 1.35cm; margin-right: 0.93cm; text-indent: 0.58cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;-Caçar? Caçar quem? –Indagou o senhor, assustado com a expressão fria do rapaz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: 1.35cm; margin-right: 0.93cm; text-indent: 0.58cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;-A verdade é que isso também não importa. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: 1.35cm; margin-right: 0.93cm; text-indent: 0.58cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;-O quê? Você está matando pessoas por aí? Filho, isso não é bom... &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: 1.35cm; margin-right: 0.93cm; text-indent: 0.58cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;Marcelo observou a preocupação de Capicce ao fitar seus olhos. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: 1.35cm; margin-right: 0.93cm; text-indent: 0.58cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; –&lt;span &gt;Eu sei. Estou só caçando todos os filhos de uma puta que se colocaram no caminho do meu pai. Esses desgraçados vão morrer, um por um.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: 1.35cm; margin-right: 0.93cm; text-indent: 0.58cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;-Mesmo assim, filho, isso não é bom. Não estou te criticando, até te apoio, é preciso mesmo mandar pro inferno esses cuzões. Mas tem os tiras, Marcelo. Os tiras estão foda hoje em dia. Eles estão cada vez mais atentos aos nossos movimentos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: 1.35cm; margin-right: 0.93cm; text-indent: 0.58cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;-Eu tenho consciência disso também, senhor Capicce. Eu estou tomando as devidas precauções.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: 1.35cm; margin-right: 0.93cm; text-indent: 0.58cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;O senhor Capicce suspirou aliviado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: 1.35cm; margin-right: 0.93cm; text-indent: 0.58cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;  –&lt;span &gt;E que tipo de precauções são essas?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: 1.35cm; margin-right: 0.93cm; text-indent: 0.58cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;-Atende por um único nome: Cecília.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="JUSTIFY" style="text-align: left;margin-left: 1.35cm; margin-right: 0.93cm; text-indent: 0.58cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; "&gt;&lt;b&gt;[Trecho do 1º capítulo de "Cecilia não sabe sentir" - Rebeca Bondioli]&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6710932502441159972-6642064361880406038?l=eraumavezando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eraumavezando.blogspot.com/feeds/6642064361880406038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://eraumavezando.blogspot.com/2010/09/o-nome.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6710932502441159972/posts/default/6642064361880406038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6710932502441159972/posts/default/6642064361880406038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eraumavezando.blogspot.com/2010/09/o-nome.html' title='O nome.'/><author><name>Rebi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12570711541814472846</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6mRppuwzAIw/SYmh6JbmQpI/AAAAAAAAA7c/kqkDwzzzfGk/S220/momentoultraazul+(4).JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6710932502441159972.post-745929077810386263</id><published>2010-09-19T18:28:00.001-03:00</published><updated>2010-09-19T18:29:30.189-03:00</updated><title type='text'>Epílogo.</title><content type='html'>&lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;span &gt;A verdade é que as pessoas dizem que entendem, que respeitam, que acham bonito, mas no fundo, não entendem nada, respeitam uma pinoia e acham ridiculamente feio. Ou, o que é ainda pior, não querem entender, não querem respeitar e preferem achar feio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; Caetano pensava assim. Ninguém queria entender a posição da família Lopes, tampouco respeitar ou encontrar alguma beleza. O que fugia do convencional tinha apenas opções negativas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; Claro que, quando pequeno, ele não sabia o significado de convencional; portanto, considerava sua família (sim, a Lopes) como normal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; Estava ele em sua cadeirinha no primário, em uma discussão sobre mães. Sua coleguinha, de cabelos encaracolados, dizia:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt;  -Minha mãe se chama Marta e é advogada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; Caetano logo se colocou. Entusiasmado, sacudiu sua mão para o alto:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; -E sua outra mãe?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; Óbvio que depois desse acontecimento, Caetano fora olhado diferente – e isso poderia ser bom ou ruim. E uns meses depois, fora convidado a mudar de escola. Claro, não fora isso que lhe foi falado: “Aposto que você terá muito mais amiguinhos nessa nova escolinha!”. Isso foi o falado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt;  Conforme os anos, Caetano foi percebendo que falar de sua família em alto e bom som não tinha tantos benefícios. Então, passou a ser discreto. Um dado momento, entretanto, na primariedade adolescência (claro), explodiu-se em revolta, desencadeada na aula de história:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; -Caetano, quem foi Quilombo?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; -Não sei, mas meus pais são duas mulheres lésbicas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; A partir daquele dia, estufou o peito em defesa da única família que conhecia e enfrentou a discriminação em todas as suas formas – que muitas vezes o levou a sala da diretoria. Passou, assim, por uma adolescência quase solitária, onde poucos respeitavam seus pais. Dizia, em tons de obstinação, que não precisava de nenhum “idiota de cabeça pequena para passar os dias”. Porém, tanto Poliana quanto Amanda, preocuparam-se com a posição irredutível do filho e o forçavam a frequentar lugares joviais, pressionando-o com a ideia de, embora não eram uma família aprovada socialmente, ainda poderiam e deveriam se portar como pessoas normais. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; A verdade é que Caetano só teve amigos e uma vida normal quando saiu do colégio e entrou numa faculdade. A paranoia de ser julgado a cada esquina fazia parte apenas de seu passado; a postura agora era de aceitação e adequado orgulho, porém, havia momentos de deslizes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; A começar pela nova namorada, Bia. Caetano havia se encantado pela moça do primeiro ano de Letras, como muitos da faculdade. Obviamente, não se considerava um cara genial o bastante para sequer chamar atenção da sua família, quem diria uma jovem tão requisitada. Mas, a vida tem seus charmes peculiares, e Bia acabou o conhecendo no ambiente mais inimaginável: no metrô. Uma gentileza e um olhar mudaram tudo e os dois acabaram juntos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; Era de se esperar que Caetano ficasse bastante receoso ao perceber que o relacionamento com Bia estava ficando sério; tão sério a ponto de conhecer os pais um do outro. Primeiramente, pensou em prolongar o mistério da sua família, depois se inclinou na ideia de mentir, mas logo concluiu que jamais conseguiria fugir do inevitável e preparou-se psicologicamente a única reação que conheceu na vida quando o assunto era suas mães: a incompreensão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; Não conseguiu contar nada a Bia antes de finalmente levá-la para sua casa, numa sexta-feira á noite. Os olhos dela não esconderam a surpresa. Cumprimentou Amanda, observou que era mestiça e jamais daria 40 anos para ela; voltou-se e recebera um forte abraço de Poliana, que tinha belos cachos castanhos e de quem Caetano com certeza herdara as sardinhas. Então, sorriu e entrou na casa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; O jantar estava divino; comida chinesa com certeza era a especialidade de Amanda, que era dona de um restaurante típico. Fascinou-se pelas esculturas na sala de estar, todas obras de Poliana. Ambas tinham bom humor e cultura, cada uma a seu modo e preservavam a discrição. Quando a noite acabou, Bia não as olhava mais com suspeita e sim, com deslumbre.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; Caetano estava preparado para ouvir comentários delicadamente preconceituosos ou quem sabe um belo e constrangedor silêncio (que sempre disfarçava desarmonia), mas escutou apenas elogios e mais elogios. Pensou então que talvez ele precipitou-se em baixar as expectativas, quando, no fim, seus pensamentos pseudo-defensores o emboscaram – ou nem tanto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt; Dois dias depois, era a vez de ele ser o visitante; Bia sempre dizia que seus pais eram bastante conservadores, e a protegiam exageradamente por ser filha única. Eram extremamente bem-sucedidos, de renome e respeito social. Ficou apreensivo, com razão; mesmo porque Bia, mesmo sem falar, já deixou implícito que comentar de suas mães seria, minimamente, um tremendo erro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;span &gt;&lt;span &gt;&lt;b&gt;[Trecho de "A Família Proibida" - Rebeca Bondioli]&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6710932502441159972-745929077810386263?l=eraumavezando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eraumavezando.blogspot.com/feeds/745929077810386263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://eraumavezando.blogspot.com/2010/09/epilogo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6710932502441159972/posts/default/745929077810386263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6710932502441159972/posts/default/745929077810386263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eraumavezando.blogspot.com/2010/09/epilogo.html' title='Epílogo.'/><author><name>Rebi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12570711541814472846</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6mRppuwzAIw/SYmh6JbmQpI/AAAAAAAAA7c/kqkDwzzzfGk/S220/momentoultraazul+(4).JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6710932502441159972.post-4432959769812484103</id><published>2010-09-17T18:54:00.001-03:00</published><updated>2010-09-17T18:56:56.668-03:00</updated><title type='text'>Capítulo 1.</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-left: 5cm; text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 5cm; text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 5cm; text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-left: -1.27cm; text-indent: 1.27cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt;Pinga. Pinga. Pinga. Pinga. Era quase enlouquecedor. Pinga. Pinga. Pinga. O mesmo barulho. No mesmo tom. Com o mesmo intervalo. Com o mesmo tempo. Numa constância irritante. Pinga. Pinga. Pinga.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-left: -1.27cm; text-indent: 1.27cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt;Na escuridão onde se encontrava, aquilo chegava a ser apenas um detalhe. Na umidade onde se espremia, aquilo chegava a ser diminuto demais para se importar. Eram apenas gotas d’água caindo. De onde, não importava. Quem se importaria com aquilo? Ninguém. Era só um barulhinho comum. Quase inaudível. Mas não era comum. Não mais. Não após todos aqueles dias. Achou que uma hora ia se acostumar, mas essa hora jamais chegou. Foi quando imaginou que levaria aquele ruído para o resto da vida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-left: -1.27cm; text-indent: 1.27cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt;Várias vezes tentou promover um som diferente. Um assobio. Um batuque nas paredes rochosas ou mesmo uma batidinha com o pé no chão úmido. Mas a exaustão era forte demais. A sensação de abandono também. Muitas vezes o delírio pregava peças em sua mente. Muitas vezes tentou chorar e gritar. Muitas vezes esquecia como foi parar ali. Num lugar tão escuro. Num lugar tão pequeno. Num lugar tão frio. Num lugar tão morto. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-left: -1.27cm; text-indent: 1.27cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt;Foi quando ouviu um som distinto. Sua atenção se voltou a ele. Concentrou-se. Não era gota d’água. Não vinha de seu corpo. Vinha de fora. Vinha detrás daquela parede... Ou seria um portão? Não importava. Vinha dali, tinha certeza. O eco já não era tão traiçoeiro assim. Passos. Eram passos. Tentou se mover. Lembrou-se das mãos atreladas àquela amarra pesada. Alguém se aproximava. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-left: -1.27cm; text-indent: 1.27cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt;De repente, uma claridade. De repente, uma sombra. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-left: -1.27cm; text-indent: 1.27cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt;-Vamos embora, Laffer. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-left: -1.27cm; text-indent: 1.27cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt;Voz masculina. Silhueta de um homem robusto. Não reparou em nenhum outro detalhe. De alguma forma, se colocou de pé. As amarras se soltaram. Estava livre de um peso. Cambaleava; o homem segurava seu braço e guiava seus passos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;span style="font-size: 11pt"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-left: -1.27cm; text-indent: 1.27cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt;-Acho que agora cê aprendeu a lição, não Laffer?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-left: -1.27cm; text-indent: 1.27cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt;Ele voltou a dizer, enquanto seus olhos eram machucados pela luz dos corredores. Percebeu que entrou num elevador, percorreu mais alguns metros de corredor e colocada numa sala; desta vez bem iluminada, com cama, cadeira e um pequeno lavabo. Percebeu então que aquele lugar lhe era familiar. Tinha passado por ali, em algum momento. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-left: -1.27cm; text-indent: 1.27cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt;-Bem-vinda ao lar, feiticeira.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-left: -1.27cm; text-indent: 1.27cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt;O homem disse finalmente, fechando a porta com agressividade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-left: -1.27cm; text-indent: 1.27cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt;Olhou em volta. Seu pensamento envolto ao que ele tinha lhe chamado. Trazia-lhe lembranças também. Fitou uma câmera na quina.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-left: -1.27cm; text-indent: 1.27cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span &gt;E lembrou. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-left: -1.27cm; text-indent: 1.27cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;span &gt;&lt;span &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-left: -1.27cm; text-indent: 1.27cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;span &gt;&lt;span &gt;&lt;b&gt;[Trecho de "Sentinela", por Rebeca Bondioli - dezembro/2006]&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6710932502441159972-4432959769812484103?l=eraumavezando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eraumavezando.blogspot.com/feeds/4432959769812484103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://eraumavezando.blogspot.com/2010/09/capitulo-1.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6710932502441159972/posts/default/4432959769812484103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6710932502441159972/posts/default/4432959769812484103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eraumavezando.blogspot.com/2010/09/capitulo-1.html' title='Capítulo 1.'/><author><name>Rebi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12570711541814472846</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6mRppuwzAIw/SYmh6JbmQpI/AAAAAAAAA7c/kqkDwzzzfGk/S220/momentoultraazul+(4).JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6710932502441159972.post-8470127881030403776</id><published>2010-09-04T17:13:00.000-03:00</published><updated>2010-09-04T18:09:11.339-03:00</updated><title type='text'>Childhood.</title><content type='html'>Quando eu era pequena, vivia num mundo só meu. Tomava coca-cola com guaraná (o famoso "guaracola") e tramava histórias com minhas Barbies junto com os Thundercats dos meus irmãos.  Às vezes, quando eles permitiam (ou estavam ocupados com outros brinquedos), eu construía cidades com os LEGOs. Imaginava famílias tendo suas vidas comuns, em rotinas comuns, em lugares comuns.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando me cansei das Barbies, comecei a construir novos bonecos; usava luvas velhas e papelão para tal. Os nomes dos personagens eram sempre iguais: Nicolas, Vitória, Maria Eduarda e Jean Lucca. Às vezes, Vitória e Jean Lucca eram o casal e Nicolas e Maria Eduarda, os filhos; às vezes, o contrário. De vez em quando, eram apenas amigos que se encontravam para dançar e conversar sobre as dificuldades da vida adulta (limpeza na casa, casamento e promoções no trabalho eram o que eu considerava como "dificuldades").&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para quebrar um pouco essa rotina, eu montava uma sala de aula com livros empilhados e usava meus bichinhos de pelúcia como alunos. Eu era a "&lt;span class="Apple-style-span"   style="  white-space: nowrap; font-family:arial, sans-serif;font-size:13px;"&gt;Mrs&lt;/span&gt; Bondioli"(sim, em inglês e sim, suponhando que eu era uma professora muito bem casada com um veterinário). Ensinava sempre arte, cinema ou português - às vezes história, quando naquela semana minha vó (historiadora nata) havia me dado aulas de reforço.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Houve uma época, no início da adolescência (ou próximo da pré) que lancei-me na aventura de me enturmar com as crianças do meu prédio - na verdade, acabei sendo "obrigada" a tal, quando no meio de minha brincadeira de "o quintal-do-meu-prédio-era-minha-mansão", fui singelamente convidada a participar do Polícia e Ladrão, honrosamente promovido pelo meu irmão caçula (que tinha, e ainda tem, uma notória facilidade de fazer amigos). Obviamente, fui um fracasso. Não gostava de correr (e ainda não gosto) e ficava nervosa com a antecipação de ser encontrada nos meus esconderijos (que, vamos combinar, não eram nada originais: quem não pensaria no topo da árvore?).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com o tempo, meu fracasso no Polícia e Ladrão foi encoberto pela minha falta de destreza no "Esconde-esconde". Raramente escutavam minha voz ecoando um "Rebi salva o mundo". Mesmo com minha inabilidade, fiz amigas. Ou era o que eu imaginava, uma vez que minha única participação nos nossos encontros era sorrir e/ou rir. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A época que levantaram um cercado de arame entre meu prédio e seu "gêmeo" colidiu com o início de minha extensa história de amor e ódio com meu pai. Era o fim de uma era de esconde-esconde, pique-bandeira, jogo da verdade e Polícia e ladrão. Dali, deu-se início a uma jornada de tardes e noites em frente a um videogame, acampamentos de inverno e verões na Nigéria (onde meu pai mora até hoje).  Todo aquele mundo da pequena Rebi havia se diluído e tornado-se publicações em diários cujas capas eram todas desenhadas por mim. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje, brincando com a Charlie (que gosta de pegar panos, abraçá-los, mordê-los e dar constantes chutes), lembrei que de todos os planos que tive na infância sobre as dificuldades da vida adulta, nenhum se parece com os que vivi até agora, 20 e poucos anos depois.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas me lembrei também que, em nenhum momento do "mundinho da Rebi" eu imaginei os passos aventureiros que é preciso dar para ser feliz. Fiz escolhas e são ótimas, todas elas, por mais complicadas que sejam, por mais não-convencionais que sejam.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então, hoje entendo que o "mundinho da Rebi" não terminou; ele só se tornou algo diferente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6710932502441159972-8470127881030403776?l=eraumavezando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eraumavezando.blogspot.com/feeds/8470127881030403776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://eraumavezando.blogspot.com/2010/09/childhood.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6710932502441159972/posts/default/8470127881030403776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6710932502441159972/posts/default/8470127881030403776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eraumavezando.blogspot.com/2010/09/childhood.html' title='Childhood.'/><author><name>Rebi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12570711541814472846</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6mRppuwzAIw/SYmh6JbmQpI/AAAAAAAAA7c/kqkDwzzzfGk/S220/momentoultraazul+(4).JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6710932502441159972.post-911845033185524940</id><published>2010-06-06T21:45:00.000-03:00</published><updated>2010-06-06T21:52:54.569-03:00</updated><title type='text'>The wrong chronicle.</title><content type='html'>Seus sonhos eram substituídos quase anualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já quis ser bailarina, cantora, astronauta; quis ser professora, veterinária, ilustradora;quis ser editora, estilista e decoradora. Quis ser pintora, cineasta, empresária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora é uma pseudo analista de redes sociais, que escreve, pinta, desenha, canta, dança, gosta de animais, história, cinema, astronomia, design e moda. Sente-se vivendo todos os sonhos e ao mesmo tempo, vivendo nenhum.Sensação de realização, sem boa remuneração; de gostar do livro, mas não ter o último capítulo. De saber do caminho, mas não ter seu mapa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Falsa regalia da vida. Achou que era completa por ser múltipla, mas esse recheio não completava o seu vazio. Era diferente. Sentia-se diferente. Antes não ligava, até se vanglorizava. No entanto, mais tarde, da diferença nasceu e se enraizou um pensamento viciado de anormalidade, e essa anormalidade a fazia chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdeu amores, empregos,amigos e seu próprio mundo, incontáveis vezes. Toda esperança que lhe era tão característica morreu e renasceu sem ela nem perceber. Vivia numa ciranda de erros e pequenos progressos, onde seus passos eram tão simplórios que não lhe pareciam importantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje a pseudo analista de redes sociais que escreve, pinta, desenha, canta e dança (que gosta de animais, história, cinema, astronomia, design e moda) resolveu adotar a vida como ela é. Fora-lhe dado um tempo e esse tempo não era igual aos demais. Amou com tanta certeza que casou-se com o coração; acreditou tanto na sua competência que se dedicou a projetos, sem ter nada, só boa ideias e intenções. Aceitou que sua jornada não tinha apenas margaridas na estrada; se prestasse atenção, poderia assistir um espetáculo da maior jóia do mundo: a coragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desembainhou poucas vezes sua espada por alguma causa; os gumes eram pesados demais para suportar. Tolice. Quer dizer, poderia até ser, num passado quase esquecido. Hoje, não. Nenhum fardo é insuportável. Tudo faz parte da sua decisão de ser feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o despertar da coragem foi seu tempero da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não ganha bem, sejamos francos. Reclama, enlouquece, grita amores e ódio ao seu trabalho, mas dia a dia, na caminhada junto à sua maior fortaleza, ela se lembra que seus passos miúdos ainda não estacionaram em nenhuma paisagem imutável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, ela continua. Porque a vida continua, sempre. A escolha de se levantar e seguir em busca de um ideal é pessoal e única. E para isso, tudo depende de coragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa pseudo analista de redes sociais que escreve e tem um montão de adjetivos que já sabem bem, alimenta sua coragem adormecida por anos, todos os dias. Obviamente, não sozinha; há duas mãos estendidas ao seu alcance: a divina e a amada. Ambas a sustentam e a fazem poetizar, transformando a vida numa página de belas e/ou tristes palavras. Ela segue, segue, por seus campos curvos e primaveris, rindo e chorando do seu mundo com a mesma intensidade que deseja o bem e somente o bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje será um dia de Gória, ela pensa quase todos os dias, quando sua coragem está bem educada. Hoje será um dia Glória, de amor, de coragem e será um dia de dar mais um passo para frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem tudo para ser, pequena.&lt;br /&gt;E será mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6710932502441159972-911845033185524940?l=eraumavezando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eraumavezando.blogspot.com/feeds/911845033185524940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://eraumavezando.blogspot.com/2010/06/wrong-chronicle.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6710932502441159972/posts/default/911845033185524940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6710932502441159972/posts/default/911845033185524940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eraumavezando.blogspot.com/2010/06/wrong-chronicle.html' title='The wrong chronicle.'/><author><name>Rebi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12570711541814472846</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6mRppuwzAIw/SYmh6JbmQpI/AAAAAAAAA7c/kqkDwzzzfGk/S220/momentoultraazul+(4).JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6710932502441159972.post-1020663074914523389</id><published>2010-03-16T00:01:00.000-03:00</published><updated>2010-03-25T13:30:04.036-03:00</updated><title type='text'>Joyful,joyful.</title><content type='html'>Eu nasci num ambiente cristão e não me envergonho disso. Minha família italiana é católica; a materna, protestante. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas foi escolha minha ter fé.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu não frequento mais igreja. Não faço orações ditadas. Eu não tento converter ninguém. Não me considero católica tampouco protestante. Considero-me apenas cristã.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E foi uma escolha minha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Minha família passou dificuldades, tanto financeiras quanto "físicas". E mesmo assim, ver minha mãe, que criou três filhos sozinha, sempre pré disposta a nos dar alegria e esperança, deixava-me levemente intrigada. "Fé, filha. Eu amo você e seus irmãos, mas saiba que Deus os ama muito mais, mas é escolha sua acreditar nisso ou não", dizia ela. Até a minha adolescência, eu frequentava uma pequena comunidade cristã no Brooklyn que nos dava a liberdade de nos corresponder com Deus da nossa maneira. Foi ali que comecei a cantar e mais tarde, ganhei bolsa pra me aprimorar. Porém, mesmo indo quase todo domingo, eu tinha minhas dúvidas. Ainda mais quando, inexplicavelmente, eu passei a fortalecer minha mediunidade. Tinha medo do que via, ouvia e sentia. E esse medo ajudava a dúvida a calar minha fé.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É um fato comprovado que as pessoas passam a crer em Deus quando estão no fundo do poço. Certamente. Uma parte de mim acreditava, mas não tinha certeza absoluta, o que me enquadrava perfeitamente no fato descrito acima: só quando a coisa realmente apertou para o meu lado que eu não tive mais nenhuma desconfiança. Eu estava nas piores condições físicas, psicológicas e emocionais, com medo do que só eu via, com a mente cheia de questionamentos de como Deus agia, porque Ele agia ou deixava de agir. &lt;i&gt;Hopeless&lt;/i&gt;. Assim, infinitamente mais claro que os vultos e as vozes que ouvia, Ele se manifestou. Toda a escuridão morreu (menos a mediunidade, que só desapareceu recentemente). E então, optei por ser batizada (contrariando os votos católicos) e fazer minha primeira tatuagem: &lt;a href="http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/china/imagens/cristianismo.png"&gt;o peixe cristão&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Jamais me envergonhei de dizer que acredito em uma figura tão discutida. Respeito o fato de cada um ter sua visão, porém, nenhuma palestra do mundo irá me fazer perder a fé. Claro que, sou humana, muitas vezes me sinto perdida e ser cristã não me impede de sofrer menos que os demais. Ou de ser santa, impecável e imaculada, não falar palavrão, não beber, não fumar, não errar.  No entanto, a fé prevalece. Caio e levanto. Confio a minha vida no que não vejo. E assim será, para sempre.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pretendo mostrar essa verdade tão presente na minha vida aos meus futuros filhos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas a escolha de crer ou não, será deles.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px;font-family:georgia;" &gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;"I thank the Almighty Lord, for His Love.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px;font-family:georgia;" &gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;He watches over everything&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(85, 85, 85); line-height: 16px;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;So we sing".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=";font-family:georgia;font-size:large;"  &gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6710932502441159972-1020663074914523389?l=eraumavezando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eraumavezando.blogspot.com/feeds/1020663074914523389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://eraumavezando.blogspot.com/2010/03/joyfuljoyful.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6710932502441159972/posts/default/1020663074914523389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6710932502441159972/posts/default/1020663074914523389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eraumavezando.blogspot.com/2010/03/joyfuljoyful.html' title='Joyful,joyful.'/><author><name>Rebi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12570711541814472846</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6mRppuwzAIw/SYmh6JbmQpI/AAAAAAAAA7c/kqkDwzzzfGk/S220/momentoultraazul+(4).JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6710932502441159972.post-4909268605588532010</id><published>2009-08-27T17:03:00.000-03:00</published><updated>2009-08-27T17:41:38.580-03:00</updated><title type='text'>Palavras ditas.</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Olá,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se lembra de mim? Sou eu. Eu mesmo. Aquele que você conhece bem. Ou conhecia. Aquele com quem você contou por muitas vezes, chorou, riu, irritou-se, tentou esquecer e não conseguiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrou? Legal. É, sou eu mesmo. Estou bem, caso esteja perguntando. Mas não completamente. Digo que estou bem porque não estou doente, nem desempregado, nem nada disso. Porém, estou com uma sensação ruim, dentro de mim. Algo faltando, parece. Uma peça importante para toda a minha dinâmica de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E adivinha? Essa peça é você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que tentamos conversar. Eu sei que eu falei muitas coisas ruins (e ouvi também). Descobrimos que podemos ser cruéis com quem gostamos e nos importamos. Descobrimos que palavras ferem e podem deixar cicatrizes para o resto da vida. Assim, desistimos de palavras ditas. Você caminhou para o outro lado da ponte, e eu segui em frente. Fácil assim. Deixamos de tentar. Desistimos um do outro. Facilitamos nossas vidas, esquecendo o que passamos e o que somos. Menos mágoas. Menos irritação. Pensamos que assim seria melhor e que seríamos mais felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será? Será que somos felizes mesmo? Será nos afastando, cortando amizade, nós atingimos o que consideramos "felicidade"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei você, mas eu acho que não. Não sou mais feliz sem você. Sem suas chatices. Sem sua presença. Sem sua opinião, sua idéia, sua unicidade. Você é irritante, mas prefiro suportá-la a não tê-la de forma nenhuma. Brigamos, nos ofendemos, mas foi as formas que mais cresci como pessoa. Sendo elas excessivas ou não, não as trocaria por nada. São apenas provas que nós nos importamos com o que o outro diz, faz ou pensa. Somos apenas sortudos por nos sentirmos assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entende? Estou falando de conformismo. De comodismo. Cansamos, como qualquer ser humano, de uma determinada situação por pura falta de coragem de mudar. De realmente olharmos para o que interessa e nos focar nisso. Eu erro, você erra, somos diferentes, mas temos os que nos mantinha unidos e poderosamente defensores do que sentíamos um pelo outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, escrevo essa carta, a primeira de muitas, como primeiro passo. Conversa está fora de cogitação, por hora. Atualmente, somos péssimos nisso. Vamos voltar a uma época onde as palavras ditas eram as escritas - com toda a sua beleza sincera. Quem sabe, a nossa ponte precisa desse tipo de reforço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se concordar, peço que me responda da mesma forma. Por carta. Coloque-a sempre no velho vaso do balcão da cozinha. Verificarei e esperarei por uma resposta sua, sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me deixe esperando por muito tempo. Sabe como sou ansioso, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto sua falta, Fi&lt;/span&gt;.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;[Trecho de "Somente cartas de amor" - Rebeca Bondioli]&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6710932502441159972-4909268605588532010?l=eraumavezando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eraumavezando.blogspot.com/feeds/4909268605588532010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://eraumavezando.blogspot.com/2009/08/palavras-ditas.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6710932502441159972/posts/default/4909268605588532010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6710932502441159972/posts/default/4909268605588532010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eraumavezando.blogspot.com/2009/08/palavras-ditas.html' title='Palavras ditas.'/><author><name>Rebi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12570711541814472846</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6mRppuwzAIw/SYmh6JbmQpI/AAAAAAAAA7c/kqkDwzzzfGk/S220/momentoultraazul+(4).JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6710932502441159972.post-4598985872785202881</id><published>2009-08-13T00:25:00.000-03:00</published><updated>2009-08-13T00:37:55.719-03:00</updated><title type='text'>Arquivo.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;mso-pagination: none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt;line-height:150%;font-family:&amp;quot;Courier New&amp;quot;"&gt;&lt;i&gt;      &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;line-height:150%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;i&gt;A União Terrestre tinha acabado de ser criada, quando a poluição, a superpopulação e a falta de recursos naturais forçaram os Humanos a avançar com a tecnologia. Exploraram o mar e os lugares inimagináveis de se habitar, mas não foram suficientes – a vida estava fadada a ser extinta no planeta. Lançaram-se, assim, no desafio de explorar o espaço sideral. E na busca, encontraram esperança num sistema habitado.&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;mso-pagination: none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size: 11.0pt;line-height:150%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;i&gt;            A esperança logo se transformou em parceria. E parceria deu lugar para a tirania.&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;mso-pagination: none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size: 11.0pt;line-height:150%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;i&gt;            Duas grandes guerras foram travadas. E a derrota alienígena lavou qualquer expectativa de liberdade.&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;mso-pagination: none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size: 11.0pt;line-height:150%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;i&gt;            Mas havia aqueles que não se conformaram com a soberania humana nas colônias e galgaram por retaliação. Por honra e glória, por justiça e paz.&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;mso-pagination: none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size: 11.0pt;line-height:150%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;i&gt;            Estava na hora de colocar os Humanos em seu devido lugar.&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;mso-pagination: none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size: 11.0pt;line-height:150%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;i&gt;            O Ano era 2104 e o presidente potencial Terrestre era uma mulher.&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;mso-pagination: none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15px; line-height: 22px;"&gt;&lt;b&gt;[Introdução de "Galaxia" - escrito por Rebeca Bondioli em 1996]&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;mso-pagination: none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15px; line-height: 22px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6710932502441159972-4598985872785202881?l=eraumavezando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eraumavezando.blogspot.com/feeds/4598985872785202881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://eraumavezando.blogspot.com/2009/08/arquivo.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6710932502441159972/posts/default/4598985872785202881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6710932502441159972/posts/default/4598985872785202881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eraumavezando.blogspot.com/2009/08/arquivo.html' title='Arquivo.'/><author><name>Rebi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12570711541814472846</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6mRppuwzAIw/SYmh6JbmQpI/AAAAAAAAA7c/kqkDwzzzfGk/S220/momentoultraazul+(4).JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry></feed>
