segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A pequena escritora que não escrevia

Eram belas as palavras que surgiam em sua mente. Formavam-se mundos, personagens, tramas na imensidão da sua imaginação.

Mas nada era colocado no papel. Nada tomava vida. Nada respirava, nada sentia. Era uma mágica sem expectadores, era um poema sem amores. Um horizonte se flores.

Preocupava-se a pequena escritora. Não era escritora de forma alguma, pensava. Era uma linha sem agulha, uma farsa de si mesma. Repetia em seu coração que era uma genuína escritora, mas sem as palavras não lhe restavam provas.

Todo dia se prometia: hoje irei escrever! Farei o que nasci para fazer! Mas o papel permanecia em branco. Algumas vezes conseguia colocar em versos o seu pranto. Estava mais para poetisa sem rima. Não era escritora, não era sua sina.

Porém , toda a noite, depois de derramar a frustração em poesia, ela mirava sua enorme barriga e sorria, sem querer. Para aquele que cresce dentro de você, dizia a si mesma, você será tudo. Como ele é tudo para você. E ser escritora sem livros será o detalhe que ele irá admirar mais em você. Pois o pouco que escrever, ele saberá que será um pedaço raro do seu coração.

Escreva o que quiser, quando quiser.

Esse é seu best seller.

4 comentários:

  1. Write, babe, write!!!

    We love your writings!

    Love,

    mom

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  2. adorei o texto. as vezes sinto-me mesmo assim =)

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  3. Devem guiar o Pac-Man no tubo e comer ou para evitar todas as coisas se movendo em direção a você, não há labirinto emaranhado, o que não torna o jogo menos difícil. Como PacMan velho seria evitar fantasmas e comer o alimento, o que torna fantasmas comestíveis e trazer-lhe pontos extra!

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